Versionamento do Sistema

versionamento

Imaginemos uma empresa com cinco sócios e você como administrador desta empresa.
Em dado momento, um lhe pede que altere a cor da fachada para azul. Você providencia todos os detalhes necessários, contrata a mão de obra, interdita o espaço, compra os materiais e, finalmente, executa o serviço.
No dia seguinte, você remove os tapumes, limpa a sujeira da obra, libera o espaço para tráfego e dá o trabalho como concluído.
BINGO! Trabalho terminado.
Acontece que outro sócio lhe pede que altere o letreiro… então lá vamos nós novamente.
E quando termina a alteração do letreiro, o próximo sócio diz que não ficou muito bom o letreiro novo e pede que altere a letra.
Agora pense em quanto trabalho teria até conseguir realizar todas as alterações solicitadas pelos cinco.
Bem, agora imagine que não são cinco, mas sim com mais de trezentas pessoas lhe solicitando alterações diariamente e que várias delas seriam executadas em um mesmo ponto.
No caso do Gedaim, é exatamente isso que acontece. Um cliente nos solicita uma alteração e, dias depois, um segundo cliente solicita alterações também, no mesmo ponto em que o cliente anterior.
O pior é que, em alguns momentos, as solicitações são conflitantes e uma solicitação impede ou desfaz a outra.
Visando resolver esse tipo de impasse, estamos implantando o versionamento do sistema. Veja como ocorrerá:

  • O cliente nos solicita a alteração;
  • Lançamos a solicitação no nosso banco de dados;
  • Determinamos a possibilidade de execução;
  • Verificamos outras solicitações na mesma rotina;
  • Desenvolvemos as alterações;
  • Executamos todos os testes possíveis;
  • Concluímos o processo;
  • Liberamos a versão do sistema com as alterações.

Este processo deverá levar, inicialmente, 3 meses. Durante o processo, apenas correções do sistema serão disponibilizadas e todas as alterações, por menores que pareçam ser, apenas serão liberadas após o ciclo de alterações.
Dentre os principais benefícios para você, podemos dizer que o suas alterações terão prazo real para conclusão e todas elas serão testadas e aprovadas antes da liberação para uso.

Leia Mais

Arquitetas de Goiânia dão dicas de como aproveitar bem espaços pequenos

Integração de cômodos, cores claras, móveis planejados e uso das paredes são alguns dos truques usados pelas profissionais em Goiânia.

quarto-peq-carolinne-stival

Mesmo com poucos metros quadrados, apartamentos, quartos e até lojas podem ser bem planejados e ter o uso dos espaços otimizados, sem parecerem apertados. Duas arquitetas de Goiânia dão dicas de como usar bem cada cantinho de um ambiente pequeno, com decoração, cores adequadas e disposição dos cômodos para conseguir passar a sensação de amplitude e conforto.

A arquiteta Tayná Gonçalves explicou que uma das formas de aproveitar bem o espaço de um apartamento é integrar os ambientes comuns, como a sala, a cozinha e a varanda, por exemplo. Segundo ela, esta estratégia permite a circulação mais fluida entre os cômodos.

“Essa integração entre os ambientes amplia o espaço. Se fizermos tudo como se fosse um local só passamos a sensação de um lugar maior, mais amplo. Nesses espaços podemos usar bancos grandes, por exemplo, onde cabem mais gente e viabiliza receber mais pessoas em casa”, destacou.

Outra saída, de acordo com ela, é manter as cores do ambiente claras ou usar apenas tons pasteis, neutros. Segundo Gonçalves, essas pinturas dão mais amplitude aos cômodos, assim como o uso de espelhos em paredes inteiras.

“Colocar um espelho em uma parede atrás do sofá, por exemplo, dá essa sensação de ambiente maior. As cores escuras também passam a ideia de ambiente fechado, por isso é mais indicado o uso de branco, azul claro ou até amarelo. Outro aspecto importante é criar um ambiente bem iluminado, mesclando luz direta e indireta”, completou.

A também arquiteta Carolinne Stival de Castro contou que já precisou projetar e decorar ambientes pequenos, tanto em espaços comerciais, quanto em apartamentos. Segundo ela, o mais importante é estudar bem o imóvel para criar aproveitamento tanto do piso como das áreas verticais.

“Olhando a planta, principalmente para quem é leigo, dá a impressão de que não cabe nada, mas é possível fazer caber muita coisa. Estudando o projeto colocamos móveis até o teto, como armários, por exemplo, para aproveitar melhor os espaços. Em um apartamento, uma das saídas foi fazer nichos embutidos dentro da própria parede, para colocar decoração e objetos”, aconselhou.

A arquiteta aconselhou ainda o uso de móveis planejados ou retráteis, para que seja possível aproveitar todos os espaços do imóvel. Desta forma, os armários, estantes e outros objetos são feitos especialmente para aquele ambiente e não correm o risco de deixar cantos sem uso. No caso de quem quer receber muitos convidados ela aconselha o uso de bancos sob medida, por exemplo, para caber mais pessoas sem precisar de muitas cadeiras, que ocupam mais espaço.

Stival comentou que fez o projeto de uma loja de seis metros quadrados e precisou usar todo o espaço que tinha para fazer com que tudo coubesse de forma harmônica. “Eu fiz muito estudo vertical, colocando as araras e uma estante do piso até o teto para conseguirem guardar as roupas”, disse.

Fonte: G1

Leia Mais

Portais Zap e VivaReal anunciam fusão

foto_04011_140858

O ZAP e o ViVaReal, os dois principais portais de classificados imobiliários digitais do Brasil, anunciaram nesta sexta-feira (17) que decidiram fazer a fusão de suas operações. Com a união, ZAP e Viva Real e suas empresas Geoimovel, suahouse, sub100 e DataZAP passam a fazer parte do Grupo ZAP VivaReal.

O ZAP, pertencente ao Grupo Globo, recebe mensalmente 19 milhões de visitas e 59 milhões de buscas. O Viva Real, por sua vez, tem mais de 18 milhões de visitas por mês.

Com 26 escritórios físicos, a expectativa é que os dois portais recebam, inicialmente, mais de 40 milhões de visitas mensais e mais de 7 milhões de anúncios que gerarão mais de 4 milhões de contatos de interessados.

O presidente-executivo do VivaReal, Lucas Vargas, assumirá o comando do novo grupo formado. O diretor-geral do Zap, Eduardo Gama Schaeffer, e Brian Requarth, cofundador e presidente do conselho de administração do VivaReal, serão os copresidentes do conselho.

“O objetivo da fusão é maximizar os diferenciais de ambas as empresas. Nesta união, o ZAP traz todo seu prestígio e intimidade com o grande público e o Viva Real agrega sua credibilidade e reconhecida proximidade com profissionais do mercado. Juntas as empresas se tornam ainda mais ágeis e inovadoras, reforçando a atuação como especialistas em soluções para todas as etapas da jornada imobiliária no Brasil, da busca até a transação”, informaram as empresas, em comunicado.

Inicialmente, as marcas permanecerão independentes, operando individualmente e, por enquanto, as estruturas operacionais permanecem separadas.

Fonte: G1

Leia Mais

5 dicas para vender imóvel rápido sem baixar demais o preço

Está difícil para vender seu imóvel? Estes detalhes podem fazer toda a diferença para fechar o negócio.

thinkstockphotos-543329276

Se você está tentando vender seu imóvel há meses e não consegue fechar negócio, ou se pretende colocar o maior bem da sua vida à venda, esta matéria é para você. As dicas a seguir podem ajudar a elaborar um anúncio atraente e a chegar a um preço ideal para os dois lados.

Para não perder negócio em tempos de baixa liquidez no mercado imobiliário, pequenos detalhes fazem diferença. Confira a seguir cinco dicas para vender o imóvel rápido sem baixar demais o preço:

1) Organize os documentos

Cerca de 20% das negociações de imóveis à venda em São Paulo são interrompidas na hora de assinar o contrato por problemas de documentação do vendedor ou do imóvel, segundo a imobiliária e administradora Lello. A burocracia é grande, por isso, é essencial organizar toda a documentação para não perder a venda por um detalhe.

A lista de documentos necessários é imensa: inclui escritura e certidão atualizada do imóvel, negativas de débitos de IPTU e condomínio, além de diversos documentos pessoais. Você terá que regularizar qualquer pendência e provar que seu nome não está envolvido em processos judiciais ou dívidas com a Receita Federal ou com o banco.

Qualquer irregularidade impede que você venda seu imóvel. Por isso, vale contar com assessoria jurídica para revisar toda a documentação antes colocar o imóvel à venda.

“Esse processo de análise dos documentos é extenso, mas boa parte dos problemas são facilmente sanados. Quem faz isso com antecedência leva vantagem na venda”, orienta o diretor de Vendas da Lello Imóveis, Igor Freire.

2) Estabeleça um preço justo

Os especialistas em mercado imobiliário garantem: se o preço do imóvel estiver de acordo com o seu valor de mercado, três meses é o tempo máximo que leva para você conseguir vendê-lo.

“A maioria dos vendedores coloca o preço acima do valor de mercado e, por isso, tem dificuldade para fechar negócio”, diz o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo, José Augusto Viana Neto.

O especialista em mercado imobiliário Marcelo Prata, fundador dos sites Resale e Canal do Crédito, concorda: “Não existe mercado imobiliário ruim. Existem imóveis fora do preço”.

Segundo Prata, em geral, os imóveis são efetivamente vendidos com preço entre 15% e 25% abaixo do valor anunciado por índices como o FipeZap. “O imóvel vale quanto os compradores estão dispostos a pagar, e não quanto o vendedor quer”, diz.

Isso não significa que você deve cobrar o mesmo preço pelo qual o vizinho vendeu, pois imóveis no mesmo condomínio podem ter valores diferentes conforme o estado de conservação, a iluminação e a ventilação. “O mercado é predador. Os preços mudam muito se você atravessar a rua ou o corredor”, alerta Viana Neto.

3) Escolha com atenção o corretor e a imobiliária

Como você viu, a tarefa de determinar um preço pode ser difícil para quem tem pouca prática. Por isso, procure uma imobiliária ou corretor de referência, que conheça o mercado imobiliário na região, para ajudar a determinar o melhor preço de anúncio.

Assim como você faz quando vai a um médico especialista, busque recomendações de corretores com quem já vendeu um imóvel. “Um bom corretor conhece a realidade dos preços do mercado e vai falar o que você não gostaria de ouvir. Esteja aberto para isso”, diz Prata.

Outra dica é escolher com cuidado apenas uma imobiliária. “Cinco ou seis placas de imobiliárias diferentes depreciam o imóvel. É melhor contratar apenas uma imobiliária, que se empenhe muito para vender seu imóvel”, ensina.

4) Capriche no anúncio

Com português impecável, detalhe como é o imóvel e destaque o ele tem de melhor, mas não minta ou exagere nos elogios para não perder tempo com visitas de potenciais compradores que vão se decepcionar com o imóvel.

Descreva o condomínio, se tem garagem ou área de lazer, e não esqueça de falar sobre a região e suas facilidades, como acesso a transporte público e a serviços como supermercado e farmácia.

Tudo o que está descrito deve aparecer nas fotos. Se necessário, contrate um fotógrafo para apresentar fotos que valorizem o que o imóvel tem de melhor, sem cachorro, roupa no varal ou cama desarrumada à vista. “Preço e foto são os itens determinantes para o comprador marque uma visita”, diz Freire.

5) Tenha jogo de cintura para negociar

No Brasil, se você não tiver uma pequena margem de manobra para negociar, você cria uma barreira emocional no comprador que impede o negócio, como explica o especialista em negociações José Roberto Ribeiro do Valle, presidente da consultoria Scotwork Brasil.

Por isso, estabeleça um limite mínimo de valor desejado para vender o imóvel e esteja disposto a negociar dentro desse teto. “Não flexibilize demais. O segredo é estabelecer margens pequenas e exigir algo em troca”, orienta. Tenha cuidado para não demonstrar que você tem pressa para vender o imóvel.

Fonte: Exame

Leia Mais

Preço do aluguel cai 0,21% em julho

Nos últimos 12 meses, o aluguel residencial caiu 0,55% e a queda real, descontando a inflação, foi de 3,17%, segundo o índice FipeZap

aluguel

O preço dos imóveis para alugar caiu novamente em julho. O valor médio de locação sofreu um pequeno recuo de 0,21%, segundo o Índice FipeZap de Locação, que acompanha a variação nos valores de apartamentos anunciados em 15 cidades brasileiras.

Desde o início do ano, o preço médio de locação acumulou alta de 0,26%. No entanto, a inflação acumulada em 2017, medida pelo IPCA,  foi de 1,43%. Ou seja, a queda real do Índice FipeZap de Locação no período foi de 1,15%. Isso significa que o poder de negociação segue na mão de quem aluga.

A queda real é registrada quando o valor de um determinado bem tem uma alta inferior ao aumento generalizado dos preços, medido por índices inflacionários, como o IPCA. Vale destacar que a variação real não é obtida com uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação.

Nos últimos 12 meses até julho, o aluguel residencial caiu 0,55% e a queda real foi de 3,17%.

Entre as oito cidades onde os preços médios de aluguel subiram em julho, se destacam Florianópolis (+0,75%), Recife (+0,55%) e Distrito Federal (+0,47%). Já entre as cidades que registaram recuo no preço médio de locação, a variação foi mais intensa no Rio de Janeiro (-1,21%), em Goiânia (-1,15%) e em Campinas (-0,54%).

Veja o comportamento dos preços de aluguel nas 15 cidades pesquisadas pelo Índice FipeZap de Locação:

Cidade Variação do preço em julho Variação do preço nos últimos 12 meses
São Paulo 0,07% 2,02%
Rio de Janeiro -1,21% -5,66%
Belo Horizonte 0,22% 1,90%
Distrito Federal 0,47% 1,90%
Salvador 0,35% -0,92%
Fortaleza -0,25% Não disponível
Recife -0,77% 1,74%
Porto Alegre 0,55% -0,75%
Curitiba -0,49% 0,23%
Florianópolis 0,75% Não disponível
São Bernardo do Campo 0,11% 2,66%
Niterói -0,36% Não disponível
Campinas -0,54% -5,01%
Santos 0,13% 3,06%
Goiânia -1,15% Não disponível

Veja o preço médio do metro quadrado anunciado em cada cidade:

Cidade Preço médio do metro quadrado em julho
São Paulo R$ 35,85
Rio de Janeiro R$ 33,38
Distrito Federal R$ 29,66
Santos R$ 28,93
Recife R$ 23,89
Florianópolis R$ 22,52
Niterói R$ 22,01
Porto Alegre R$ 21,28
Campinas R$ 20,77
Belo Horizonte R$ 19,95
Salvador R$ 19,54
São Bernardo do Campo R$ 18,75
Curitiba R$ 16,46
Fortaleza R$ 16,29
Goiânia R$ 14,83

O Índice FipeZap de Locação é desenvolvido em conjunto pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo site de classificados Zap Imóveis, com base em anúncios da internet. A pesquisa não incorpora no cálculo a correção dos aluguéis em contratos vigentes, cujos preços são reajustados periodicamente.

Fonte: Exame

Leia Mais

Mercado imobiliário registra alta nas vendas do 1º semestre, dizem Fipe e Abrainc

Vendas

O mercado imobiliário vem mostrando recuo dos distratos e crescimento nas vendas líquidas ao longo do ano, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

A pesquisa mostra que, em junho, as vendas líquidas (já descontados os distratos) totalizaram 7.458 unidades, crescimento de 14,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os distratos foram de 2.822 unidades, retração de 26,3%. Os lançamentos totalizaram 9.214 unidades em junho, queda de 9,9%.

Com isso, o mercado completou o primeiro semestre com vendas líquidas de 32.465 unidades, aumento de 17,8% frente o mesmo semestre do ano passado. Nesse período, os distratos atingiram 17.785 unidades, queda de 20%, e os lançamentos alcançaram 30.530 unidades, recuo de 3,5%.

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, as vendas líquidas foram de 63.749 unidades, alta de 11,6%. Os distratos totalizaram 39.790 unidades, baixa de 15,4%, e os lançamentos alcançaram 68.703 unidades, alta de 2,5%.

Apesar do recuo nos distratos, as vendas líquidas ainda foram menores do que os lançamentos, o que manteve o estoque praticamente estável. No fim de junho, havia 119.997 unidades disponíveis para venda, montante 2,1% maior do que o registrado um ano antes. Considerando o ritmo atual de vendas, seriam precisos 15,2 meses para liquidar esse estoque, segundo pesquisa da Abrainc/Fipe.

Os dados abrangem imóveis novos, dos segmentos residencial, comercial e loteamentos, desenvolvidos por 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação concentrada em diversos Estados e concentração na Região Sudeste.

Fonte: Isto É

Leia Mais

Setor de serviços tem maior alta para junho em 5 anos, diz IBGE

O volume do setor de serviços do país avançou 1,3% em junho frente a maio na série com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira (16) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior variação mensal para o mês de junho desde 2012, quando foi iniciada a série histórica da pesquisa.

Este foi o terceiro resultado positivo na variação mensal (mês contra mês anterior). Porém, conforme ponderou o analista da coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Roberto Saldanha, ainda não é possível apontar uma recuperação do setor.

Servicos

“Apesar de ter tido um crescimento de 1,3% na margem, não foi suficiente para reverter o resultado negativo do acumulado no ano. O setor começou a cair em junho de 2015, começou a estacionar em junho de 2016 e ainda não houve reversão. Então, ainda não podemos afirmar que há recuperação”, afirmou.

“O setor de serviços é o último a entrar na crise e o último a sair”, acrescentou Saldanha. Segundo o pesquisador, a recuperação do setor só será possível após a recuperação da indústria no país. “O setor industrial é o maior demandante de serviços no país”, explicou.

O setor começou a cair em junho de 2015, começou a estacionar em junho de 2016 e ainda não houve reversão. Ainda não podemos afirmar que há recuperação.

Embora afirme que ainda não é possível falar em recuperação do setor de serviços, o economista apontou que o pior já passou. “Os piores resultados já passaram. Se observarmos uma trajetória desde outubro do ano passado, ali foram os piores resultados”, acrescentou Saldanha.

O IBGE revisou os dados do setor de serviços de maio. Ao contrário do avanço de 0,1%, que o deixou praticamente estável na passagem de abril para maio, a alta foi de 0,5%, uma diferença de 0,4 pontos percentuais.

No acumulado do ano, o índice recuou 4,1%, o segundo pior desempenho da série. Em junho do ano passado, a retração nesta base de comparação havia sido de 4,9%. Em 2012, o primeiro semestre encerrou com alta de 4,4%.

Situação parecida ocorreu com o resultado acumulado em 12 meses – o recuo de 4,7% foi menor que em junho do ano passado (-4,9%), mas distante do melhor resultado nesta base de comparação, registrado em junho de 2013, quando apresentou alta de 4,1%.

Receita do setor

A receita de maio para junho subiu 1%, a segunda maior alta da série e o melhor resultado havia sido registrado em junho de 2013, quando teve alta de 1,4%. No semestre, porém, a receita do setor teve o segundo pior resultado da série (1,6%). O pior resultado nesta base de comparação foi observado no ano passado (0,2%) e o melhor em junho de 2012 (10,8%).

Nos 12 meses terminados em junho, o indicador também teve o segundo pior resultado da série, com queda de 0,6%. A variação mais baixa foi registrada no ano passado (0,3%), e a melhor em junho de 2013 (8,9%).

Nos seis primeiros meses do ano, o setor de serviços caiu 1,3% frente ao 2º semestre de 2016, na série livre de influências sazonais, a menor queda desde o 1º semestre de 2015.

Atividades em destaque

Por atividade, se destacaram na comparação mensal os serviços prestados às famílias e transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, ambos com crescimento de 1,0%. Serviços profissionais, administrativos e complementares subiram 0,8%. O único recuo foi nos segmentos de serviços de informação e comunicação, com variação negativa de 0,2%.

O resultado de junho na comparação com maio sofreu influência positiva das atividades de turismo. De acordo com o analista responsável pela pesquisa, o desempenho deste ramo de serviços foi alavancado pelo chamado turismo de negócios.

“As atividades de alojamento e transporte aéreo cresceram no mês, devido ao turismo de negócios, que costuma beneficiar especialmente São Paulo e o Distrito Federal”, explicou Saldanha.

Comparado com junho do ano passado, o segmento de serviços prestados às famílias teve alta de 4,1%. “A gente identifica aí uma melhora no rendimento das famílias e uma certa estabilização dos preços”, apontou Saldanha.

Já no ramo dos transportes, serviços auxiliares de transportes e correios, a segunda atividade que apresentou alta na comparação com junho do ano anterior, com avanço de 2,1%. Segundo o analista do IBGE, este resultado poderia ter sido melhor se a base de comparação não estivesse alta. “No ano passado, esta atividade esteve beneficiada pelas olimpíadas”, disse.

Primeiro trimestre positivo após 9 quedas

No 2º trimestre de 2017, o setor de serviços registrou variação positiva de 0,3% frente ao 1º trimestre (sem influências sazonais), interrompendo uma sequência de nove trimestres de queda. Os crescimentos em serviços profissionais, administrativos e complementares (1,4%) e nos transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (0,7%) contribuíram para o resultado positivo.

Fonte: G1

Leia Mais

Sete técnicas para relaxar em 60 segundos

05f1169

A rotina agitada e a falta de tempo para descansar abrem cada vez mais espaço para as tensões e para o estresse. Dar prioridade aos momentos de lazer e à prática de exercícios físicos é uma maneira de espantar as preocupações. No dia a dia, pode ser até mais simples. Algumas técnicas ajudam a relaxar em apenas 60 segundos.

“Toda a vez que passamos por uma situação estressante, muitos sintomas se manifestam fisicamente, causando incômodos, irritações e mal estar. Por isso, técnicas de respiração e concentração, ajudam a controlar os sintomas da ansiedade”, diz a psicóloga Adriana de Araújo. A seguir, confira alguns hábitos que ajudam a relaxar em um minuto.

1. Faça contagem regressiva olhando para cima

Mesmo que seja bastante simples, essa técnica ajuda a relaxar, já que aumenta a concentração em uma tarefa e tira a atenção do que está causando ansiedade. “É preciso se concentrar em algo para relaxar. Fazer contagem regressiva, a partir do 60, bem devagar, vai ajudar”, explica a psicóloga Adriana de Araújo.

Além disso, olhar para cima estimula sistema nervoso, o que ajuda a reduzir a pressão arterial e diminui o ritmo da respiração, causando a sensação de relaxamento. “Tudo que fizermos para diminuir os batimentos cardíacos ajudará a controlar a ansiedade, inclusive adotar técnicas de postura e concentração”, diz explica a psicóloga Giovanna Tessaro, de Curitiba.

2. Anote as preocupações em um caderno

Esse método aumenta a concentração, evita distrações e avisa o cérebro que é preciso desacelerar. “Quando fazemos isso, a mente entende que as preocupações estão ‘guardadas’ e não devem ser resolvidas naquele momento, diminuindo a ansiedade”, diz Adriana Araújo.

Segundo a psicóloga, anotar as preocupações em um caderno também ajuda a acabar com insônia. “Algumas vezes muitas tarefas que não conseguimos realizar durante o dia nos impedem de relaxar e dormir. Colocar tudo no papel vai ajudar a nos ?livrar? daquilo até o dia seguinte”, explica Adriana.

 3. Controle a respiração por um minuto

Um dos principais efeitos da ansiedade é o aumento do ritmo cardíaco. “O coração é cheio de terminações nervosas e por isso reage muito facilmente a estímulos cerebrais, que ficam mais intensos em situações de ansiedade e estresse”, explica a psicóloga Giovanna Tessaro.

Segundo a psicóloga, algumas técnicas simples de respiração ajudam a controlar o ritmo cardíaco, diminuindo a sensação de ansiedade. “Basta inspirar profundamente com o nariz e segurar o ar por alguns segundos, repetinto esse processo várias vezes”, explica. ?Depois, fixe a atenção no peito, na região do coração por 15 segundos?.

 4. Relaxe os músculos

Outra manifestação física da ansiedade é a contração involuntária dos músculos, que causam tensão e muito desconforto. Os músculos que mais sofrem com o estresse são os do pescoço, costas e pernas. “A ansiedade, por mais que seja psicológica, se manifesta fisicamente. É comum cruzar as pernas e deixar os músculos das costas e do pescoço enrijecidos”, explica Adriana Araújo.

Para desfazer os nós dessas regiões, é importante fazer pequenas seções de alongamento. Aposte em movimentos circulares, realizados lentamente, com o pescoço, pulsos e tornozelos, para aliviar as tensões da musculatura.

 5. Leia um gibi

O hábito da leitura leve, como a de um gibi, é uma boa saída para relaxar em momentos de tensão. “Outras leituras mais complexas e longas podem causar muita distração, o que, após alguns minutos, faz a ansiedade e o estresse voltarem ainda mais intensos”, diz Adriana Araújo. Ler uma revista ou notícias curtas de um jornal também ajuda a evitar pensamentos que trazem angústia.

 6. Carregue o lanche certo

Experimente parar para fazer um lanchinho. Nos momentos de ansiedade, a mastigação ajuda a relaxar alguns músculos do pescoço. No entanto, escolher o lanche certo é essencial para afastar a ansiedade e o estresse. “Alimentos bastante práticos e fáceis de transportar, como castanhas e laranja, contém selênio e vitamina C, respectivamente. Esses dois nutrientes melhoraram o funcionamento do sistema nervoso, evitando a ansiedade”, explica a nutricionista Daniela Cyrulin, do Instituto Saúde Plena, em São Paulo.

 7. Bolinha de tênis

Caso esteja em casa, coloque a bolinha de tênis entre as suas costas e uma parede. Inicie a massagem nos pontos em que a tensão é maior. Depois, passe a massagear o ombro e toda a região próxima do pescoço, para relaxar os músculos dessa área.

Fonte: Minha Vida

Leia Mais

Especialistas trazem solução simples para tornar uma casa sustentável

casa-5

Diminuir o impacto que uma pessoa causa no ambiente é uma questão cada vez mais discutida por profissionais da construção. Atualmente, casas, condomínios e até clubes já são projetados para receber luz natural e captar a água da chuva.

Para quem tem interesse em diminuir contas e ainda ajudar o meio ambiente, existem dois caminhos: adaptar a casa onde mora ou construir seu novo lar utilizando técnicas sustentáveis. O arquiteto Pedro Retz, da Quatro Fatorial Arquitetura, diz que existem intervenções mais básicas e mais caras, mas que elas podem ser incorporadas em uma construção já existente.

Adaptando a casa

O primeiro passo pode ser a substituição de lâmpadas convencionais por lâmpadas de led. Depois, é possível trocar o chuveiro elétrico pelo aquecimento solar. “Essas intervenções impactam menos na construção existente e são mais baratas”, explica o arquiteto.

Luz de led traz até 85% de economia

Há também a possibilidade de fazer intervenções mais caras, como a instalação de placas fotovoltaicas, para gerar energia elétrica e que podem ser ligadas direto na rede. “O que é gerado por essa placa é abatido da conta de luz e pode até zerar a conta”, diz Pedro Retz.

Outra técnica adotada é o reuso da água do chuveiro, do tanque, da máquina de lavar. Basta instalar um filtro simples, que vai reutilizar a água e que poderá ser usada na descarga, para regar as plantas e lavar a calçada, por exemplo.

Alguns condomínios também já possuem um sistema que capta a água da chuva, que pode ser utilizado da mesma maneira que o reuso das águas. O arquiteto explica que basta captar a água que vem da calha em uma cisterna, jogá-la em uma caixa d´água e usá-la normalmente.

O tratamento do esgoto pode ser feito dentro do próprio lote. Atualmente, existem várias técnicas como a permacultura, que é um conceito que reúne técnicas e práticas que visam a convivência sustentável entre o homem e o planeta. Existem também outras mais convencionais com filtros biodigestores e filtro de luz ultravioleta. Retz diz que, se for possível realizar uma reforma, é indicado intervenções mais básicas como aumentar as aberturas para entrar luz natural, ou criar aberturas elevadas e baixas para gerar uma ventilação cruzada e diminuir o uso do ar condicionado.

Mudança de mentalidade

Construindo uma casa sustentável

A forma como o projeto é desenvolvido vai determinar se um projeto é sustentável. Se entrar pouca luz natural, por exemplo, vai ser preciso aumentar o uso de energia elétrica. “A orientação da construção em relação ao sol vai influenciar a entrada de luz direta ou indireta nos cômodos e vai aumentar a utilização de lâmpadas.

Pedro destaca que o entendimento da região onde foi construído é essencial. Em uma cidade muito quente, pode-se criar aberturas e utilizar a luz indireta, o que dispensa o uso de ar condicionado. Em locais frios, as aberturas de entrada de sol e paredes espessas aquecem o ambiente e dispensam o aquecedor.

Veja no canal da Alphaville Urbanismo no YouTube como ter uma casa sustentável

Escolha dos materiais:

A bioconstrução permite técnicas que utilizam materiais naturais pouco ou nada industrializados, como terra, palha, bambu, areia, pedra e madeira. As técnicas mais conhecidas é a taipa de mão, ou pau a pique, que é mistura de terra com treliça de madeira.

O que diferencia as técnicas é a forma como a terra é aplicada e a quantidade de outros materiais misturados como areia, palha, esterco de vaca e outros. As mais conhecidas são: taipa de pilão, hiperadobe, cob e o tijolo de adobe.

Um edifício ou uma casa sustentável não precisam ser construídos necessariamente com técnicas de construção ou com materiais alternativos. Podem ser construídos com técnicas convencionais, desde que os profissionais estejam atentos para as origens dos materiais. E atentos aos desperdícios.

O arquiteto diz que é preciso responder perguntas como: quantos quilômetros esse material andou para chegar até você? Como e de onde ele é extraído? Qual a procedência da empresa que enviou o material? Como é a condição dos trabalhadores que prestam serviço?

Responder essas questões vai influenciar no grau de sustentabilidade do edifício. “Não adianta utilizar um material com selo sustentável, se ele precisa atravessar o país até você”, explica Retz. O arquiteto salienta que o impacto que gera o deslocamento é maior que usar o material convencional que fica na cidade de um cliente.

Quanto custa uma casa sustentável?

Os materiais certificados, com boa procedência, normalmente são mais caros. Os materiais convencionais podem ser utilizados, mas é preciso prestar atenção se é um produto tóxico, qual é o seu tempo de durabilidade e como é descartado. “O material natural precisa de manutenção frequente, mas que podem ser mais baratas e de melhor impacto”, explica.

Os equipamentos como reutilização de água das casas e água da chuva necessitam de um investimento grande, mas com a redução das contas ele acaba valendo a pena a longo prazo.

Fonte: Revista ZAP Imóveis

Leia Mais

Fim do boleto sem registro: o guia completo para se adequar às novas normas

boleto2

O fim do boleto sem registro tem tirado o sossego de lojistas e empresários de todo Brasil. A preocupação atinge, principalmente, aqueles que fazem vendas online, onde o boleto bancário é o segundo meio de pagamento mais utilizado. A polêmica teve início no primeiro semestre de 2015, quando a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou o projeto da Nova Plataforma de Cobranças, com o objetivo de trazer mais segurança e transparência para o mercado de pagamentos. Essa mudança acarretou o fim do boleto sem registro no modelo que funciona atualmente.

Segundo uma pesquisa feita pela E-commerce Brasil, em parceria com o SEBRAE, cerca de 75% dos consumidores preferem pagar através do boleto bancário por causa das baixas taxas. Além disso, segundo a Febraban, cerca de 3,6 bilhões de boletos são emitidos todos os anos no Brasil. Dada essa expressiva inclinação do brasileiro ao uso do boleto, a expectativa de muitos lojistas é enfrentar sérios desafios com seu capital de giro, devido aos custos agregados à emissão do boleto registrado.

Desde o anúncio das mudanças, iniciou-se uma grande especulação sobre o assunto nas redes sociais. De um lado, estão os lojistas preocupados com o aumento nos custos que a medida pode trazer para seus negócios. Do outro, estão os serviços financeiros e bancos interessados em aumentar a segurança e diminuir o número de fraudes nas transações envolvendo boletos bancários. Você vai entender melhor que riscos de segurança são esses, já, já.

O que acontece é que, além dos lojistas e bancos, essa medida tem também preocupa muitos consumidores que se consideram os maiores prejudicados pela mudança. Alguns usuários do Facebook dizem que, no fim das contas, quem vai “pagar o pato” é o consumidor final, pois o lojista acrescentará o custo das taxas do boleto registrado no valor dos produtos, representando altas nos preços das prateleiras.

Para esclarecer as dúvidas sobre o fim do boleto sem registro, neste artigo vamos explicar tudo que lojistas e consumidores precisam saber sobre as novas regras da Febraban, além de trazer dicas preciosas para que lojistas possam enfrentar a medida, evitando quedas no faturamento e sem aumentar o ticket de seus produtos.

Para começar, é importante entender como os boletos bancários funcionam e quais as diferenças entre boletos com registro e sem registro.

1. O que é boleto não registrado?

O boleto sem registro é emitido pela empresa que tem uma conta a receber, sem a necessidade de especificar um banco exclusivo para receber por esse pagamento. Esse tipo de boleto bancário não precisa ser registrado no sistema do banco.

Também não é obrigatório especificar o valor e a data de vencimento. Mesmo sendo mais simples e carente de informações importantes, o boleto sem registro é muito utilizado, principalmente pelas lojas online. Hoje, ele representa 40% do total de boletos emitidos diariamente no Brasil.

2. Por que lojas virtuais utilizam o boleto não registrado?

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), entre 30 e 50% dos boletos emitidos no e-commerce não são pagos pelos consumidores. Na maior parte das vezes, isso acontece pois o consumidor acha um produto com preço interessante em sua loja, emite o boleto, e usa o tempo de vencimento para pensar melhor sobre a compra. Muitas vezes, ele acaba desistindo do produto. Se o boleto for registrado, além de perder a venda, o lojista também acaba desperdiçando o custo de emissão.

Por isso, mesmo cientes dos riscos envolvidos nas transações online com boleto sem registro, muitos lojistas preferem trabalhar com esse meio de pagamento pois ele oferece vantagens muito interessantes para a empresa emissora:

  • Há apenas uma taxa, referente à quitação do boleto, que deve ser paga à instituição bancária. Caso o cliente não efetue o pagamento do boleto emitido, não são cobradas as taxas pelo serviço e a empresa poupa o gasto;
  • Se a empresa que emitiu o boleto e o pagador acharem necessário, os prazos de pagamento e valores do documento podem ser alterados, sem que o banco tenha que aprovar a mudança.

3. Quais os riscos e desvantagens do boleto sem registro?

Mesmo com tanta flexibilidade, receber pagamentos por meio de boletos não registrados também tem desvantagens e pode trazer alguns riscos.

Primeiramente, o lojista que emite uma grande quantidade de boletos sem registro precisa de uma gestão eficiente e rigorosa na loja para confirmar se cada boleto emitido foi efetivamente pago na data combinada com o consumidor. Isso pode gerar muita confusão e acarretar em problemas de estoque para o comerciante.

Além dos problemas de gestão, é comum que boletos não registrados aumentem o número de fraudes, já que dados do recebedor podem ser alterados, como o nome do recebedor, dados bancários e a data de vencimento. Como não há um registro no sistema do banco, não é possível contestar esse documento e o lojista acaba perdendo o custo de emissão.

É bem possível que você já tenha ouvido falar, ou mesmo tenha passado por situações envolvendo golpes com boletos. Esse tipo de fraude é muito comum e prejudica lojistas e todo sistema bancário.

Imagine essa situação: um cliente faz checkout no seu e-commerce e o meio de pagamentos escolhido é o boleto bancário. Os boletos que você emite em sua loja não são registrados e, por isso, geram apenas um código de barras que é usado pelo comprador para fazer o pagamento em qualquer banco. Depois de pagar pelo pedido, o cliente espera sua confirmação de recebimento e envio do pedido. Entretanto, ao conferir o recebimento dos seus pagamentos, a quitação desse boleto não é identificada.

Um possível motivo para o “extravio” desse pagamento é um tipo de fraude muito comum no e-commerce. Através de um vírus instalado no computador do consumidor, criminosos fazem alterações no código de barras do boleto bancário sem registro e, dessa forma, alteram os dados do recebedor, desviando o valor para outra conta. Como não há um registro oficial de dados, fica muito difícil evitar esse tipo de golpe.

4. Como funciona o boleto registrado?

Emitir um boleto registrado envolve enviar um arquivo, gerado no momento da emissão do boleto, para a instituição bancária. O banco receberá todas as informações que no boleto simples são facultativas, como a identificação da pessoa ou empresa que pagará pelo boleto (chamado tecnicamente de “devedor”), com seu CPF ou CNPJ, além do valor da cobrança e do prazo limite para pagamento.

Registrando o boleto bancário, lojistas tem um controle maior sobre as faturas que foram emitidas em suas empresas. No modelo registrado, é muito fácil descobrir se o cliente efetuou o pagamento, quando e por qual produto ou serviço pagou. Também, quando o cliente não quita o boleto, é possível descobrir se o produto ou serviço foi efetivamente entregue ou executado. Nesse caso é possível protestar o título não pago em um cartório. No comércio eletrônico, o protesto de boleto registrado não é comum, já que o produto é enviado apenas depois do pagamento.

Em contrapartida, o processo de registro de um boleto acarreta custos operacionais para o banco e, consequentemente, a cobrança de taxas para a empresa destinatária do pagamento. Isso pode encarecer muito a operação de empresas que transacionam altos volumes de boletos bancários.

5. Boleto não registrado: Porque a Febraban anunciou seu fim?

O alto número de fraudes envolvendo boletos não registrados foi o principal motivo que levou a Federação Brasileira de Bancos a criar a Nova Plataforma de Pagamentos. Além disso, o formato que utilizamos atualmente para fazer cobranças bancárias existe desde os anos 1990, quando o código de barras passou a fazer parte do documento de cobrança e o pagamento passou a ser interbancário.

É evidente que ao longo de mais de 20 anos vivemos inúmeras mudanças causadas pelas novas tecnologias. Por isso, o sistema financeiro do Brasil entendeu que era o momento para uma atualização na forma como as cobranças acontecem.

Mas as mudanças não vão parar no fim do boleto sem registro. A intenção da Febraban é que, em alguns anos, o boleto bancário impresso como conhecemos seja completamente extinto e todos os pagamentos sejam 100% digitalizados. Já imaginou que mudança chocante?

Em comunicado oficial, o diretor-adjunto de Negócios e Operações da Febraban, Walter Tadeu de Faria, afirmou: “A Nova Plataforma de Cobrança trará benefícios para o consumidor e para a sociedade, como maior facilidade no pagamento de contas vencidas, além de evitar o envio de boletos não autorizados”. No vídeo abaixo, Walter faz o comunicado e fala sobre a nova plataforma no 1º Congresso Nacional de Provedores, em setembro de 2016.

Segundo Walter, novos processos e tecnologias precisavam ser incorporados no antigo sistema de recebimento de cobranças. Além disso, com o novo sistema, será possível pagar o boleto após o vencimento, em qualquer agência bancária. Também serão reduzidos os números de inconsistências nos dados, evitando a duplicidade de pagamentos e permitindo a identificação do CPF do pagador, o que facilitará o rastreamento de pagamentos e reduzirá o número de fraudes.

Com a Nova Plataforma de Cobranças da Febraban, o sistema de boletos bancários será modernizado e trará mais segurança e agilidade para toda sociedade.

6. Como funciona o boleto registrado na Nova Plataforma?

O Banco Central estabeleceu algumas normas para esse tipo de operação. Entre elas, o CPF ou CNPJ do emissor e do pagador, data de vencimento e valor do documento serão obrigatórios.

Com isso, no momento de pagamento do boleto será realizada uma consulta automática na Nova Plataforma para que as informações sejam conferidas. Se os dados impressos no boleto forem compatíveis com os registrados no sistema, a operação é validada e efetivada. Entretanto, se houver divergência de dados, o pagamento não é autorizado e o cliente poderá pagar esse boleto apenas no banco que fez sua emissão.

A fim de evitar inconsistências nos pagamentos e lavagem de dinheiro, o sistema realiza cruzamento de informações para checar dados. Além disso, essas validações de informações agregam maior transparência no relacionamento com o consumidor final, pois aprimoram o controle dos boletos facultativos, conhecidos como boletos de proposta, que são enviados sem a autorização do cliente.

pagamento de boletos vencidos poderá ser realizado em qualquer agência bancária. Veja como funciona o processo:

Na Cartilha da Nova Plataforma de Cobrança, a Febraban salienta que o código de barras com 44 posições continua funcionando da mesma forma, sem mudanças necessárias nos leitores óticos de códigos de barras.

7. Quando acontecerá o fim do boleto sem registro?

O projeto da Nova Plataforma de Cobranças foi anunciado em 2015 e, desde aquele ano, a implementação tecnológica tem sido feita para que o sistema esteja funcionando a pleno vapor em 2017. A partir de março deste ano, torna-se obrigatória a adequação à Nova Plataforma. Entretanto, a regra começa a valer apenas para boletos com valor superior a R$ 50.000,00. A intenção é que, até o final do ano, boletos de qualquer valor sejam afetados. A mudança seguirá o seguinte cronograma, estabelecido pela Febraban:

fim do boleto sem registro prazos febraban

Com tantas mudanças, você deve ficar atento para não perder os prazos e registrar os boletos corretos, a cada mês.

8. O que muda no dia-a-dia com o fim do boleto sem registro?

Na prática, a empresa emissora deverá registrar o boleto antes que os clientes efetuem o pagamento. Os dados cadastrais do pagador devem estar completos, isso inclui obrigatoriamente o nome, CPF ou CNPJ e endereço. Depois disso, o boleto pode ser transmitido ao banco (via arquivo remessa). Além disso, é necessário ficar atento para os seguintes pontos:

  • O banco pode aplicar outras taxas, como registro, liquidação, permanência e baixa do boleto;
  • Em caso de inconsistências, estornos automáticos serão forçados;
  • Fraudadores serão bloqueados imediatamente em toda a rede bancária, caso uma fraude seja identificada;
  • Os juros, multas e descontos serão limitados por um padrão dos bancos;
  • Qualquer edição no boleto deve ser registrada junto ao banco, através de um arquivo de remessa. No dia seguinte, o arquivo retorno deve ser processado, observando possíveis inconsistências.
  • O boleto sem registro ainda poderá ser emitido, desde que seja pago em agências do banco que foi responsável pela emissão. Eles só poderão ser aceitos pelo banco se os dados cadastrais do pagador estiverem completos, isso inclui nome/razão social, CPF/CNPJ e endereço.

9. Ainda faço a emissão de boletos sem registro. E agora?

Você pode se adequar segundo os prazos estabelecidos pela Febraban mas, quanto antes você puder iniciar a emissão de boletos registrados na sua empresa, melhor. Assim você estará mais adaptado com os novos procedimentos quando forem obrigatórios.

Fonte: Ecommerce Brasil

Leia Mais